Embora foco de doença tenha sido identificado, UE não altera restrições gerais

Os focos de doença de Newcastle identificados em granjas comerciais de Santa Catarina não devem impactar as negociações para que o Brasil reestabeleça suas exportações de aves à União Europeia (UE).
Apesar do estado ser um relevante fornecedor a nível global e ter sido um dos maiores exportadores para o bloco antes das restrições, a doença não é um fator que relaciona-se diretamente à sanção imposta pela UE.
✨ A UE normalmente restringe somente a área afetada pela doença, permitindo assim que as negociações continuem.
Segundo Augusto Billi, secretário da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, as restrições estão relacionadas à doença, enquanto as normas sobre antimicrobianos permanecem inalteradas.
No último ano, Santa Catarina exportou 55.501 toneladas de aves para a UE, gerando receita de aproximadamente US$ 223.629, destacando-se apenas atrás do estado de São Paulo.
Atualmente, foram registrados três focos da doença, começando em 18 de outubro, com a confirmação em um criadouro de perus em Nova Itaberaba e em seguida, novos casos em Coronel Freitas e Nova Erechim.
As autoridades já implementaram medidas de contenção, como investigações epidemiológicas e vigilância nas áreas afetadas.
Paralelo a isso, a UE está analisando a aprovação do Brasil na lista de países aptos a exportar aves e produtos de origem animal, uma decisão que foi adiada para um encontro em novembro.



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