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Agronegócio
2 min de leitura

Saúde intestinal na pecuária: foco nas exigências globais

Mudanças no uso de antimicrobianos exigem novas estratégias.

Gabriel Rodrigues06 de julho de 2026 às 12:40
Saúde intestinal na pecuária: foco nas exigências globais

A saúde intestinal se tornou uma prioridade nas estratégias de pecuária devido ao aumento das exigências globais sobre o uso de antimicrobianos. Essa mudança busca promover práticas mais eficientes, sustentáveis e harmônicas com as diretrizes de saúde animal.

A nova atualização regulatória promovida pela União Europeia exige que os países que exportam animais ou produtos de origem animal sigam os mesmos padrões sanitários do bloco, especialmente no que diz respeito aos antimicrobianos. Esta legislação aumenta a pressão para uma maior controle e rastreabilidade na produção rural, destacando a preocupação com a resistência antimicrobiana.

Estratégias que unem manejo, nutrição e tecnologia são essenciais para manter o equilíbrio da microbiota intestinal.

João Ronchesel, especialista da Kemin, afirma que essa é uma discussão mundial que incentiva a adoção de ferramentas preventivas. Elas visam não só fortalecer a saúde dos animais, mas também mitigar desafios sanitários, refletindo um maior entendimento sobre o trato gastrointestinal.

A pesquisa recente revelou que o intestino é uma área estratégica na absorção de nutrientes, resposta imunológica e manutenção da integridade fisiológica dos rebanhos, além do rúmen.

Soluções em destaque

Dentre as soluções que têm ganho destaque, estão os probióticos de última geração, extratos vegetais e óleos essenciais que promovem a saúde da mucosa intestinal. Cepas como o Bacillus subtilis, por exemplo, são conhecidas por suas propriedades bioativas que ajudam no controle de microrganismos indesejáveis, como o Clostridium perfringens.

A tendência não é eliminar o uso de antimicrobianos, mas sim utilizá-los de maneira mais criteriosa, sempre complementado por essas novas ferramentas. Para a cadeia produtiva, a adoção dessas tecnologias poderá significar um aumento na produtividade, bem-estar animal, segurança alimentar e melhor acesso a mercados que exigem padrões elevados.

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