A probio destaca desvantagem competitiva e propõe aumento na mistura do biocombustível.

O setor produtivo de biodiesel manifestou preocupações em relação à alocação de R$ 7,5 bilhões para subsidiar o diesel importado, afirmando que isso cria uma desvantagem em relação ao biocombustível nacional. O presidente da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), Jerônimo Goergen, declarou que este tratamento desigual não é justo e que a competitividade do biodiesel está sendo comprometida.
"Investir dinheiro na importação de diesel fóssil em vez de estimular a produção interna gera assimetria. Cada litro de diesel nos postos contém 15% de biodiesel que não recebe subsídio. Queremos um tratamento igual", afirmou Goergen.
✨ Goergen ainda propôs aumentar a mistura do biodiesel ao diesel de 15% para 17% ainda neste ano, dependendo dos resultados dos testes que serão divulgados em novembro.
Ele ressaltou que a atual regra que mantém essa mistura em 15% impede que o setor esgote 50 milhões de sacas de soja, além de alertar para a possibilidade de escassez de combustível no país, independentemente das medidas de apoio à importação.
Recentemente, o governo federal anunciou novas subvenções para importadores e zerou tributos sobre a gasolina por 30 dias, além de aumentar a subvenção para produtores de etanol. Para Goergen, tais ações devem ser balanceadas com um estímulo à produção de biodiesel.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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