Legislações de países vizinhos podem favorecer concorrência e impactar exportações brasileiras.

O setor de soja brasileiro está em alerta com a implementação das novas regulamentações da União Europeia (EUDR) contra o desmatamento, que poderão reduzir as exportações de farelo de soja para o bloco, beneficiando a concorrente Argentina.
Atualmente, o Brasil é o maior fornecedor de farelo de soja para a União Europeia, respondendo por cerca de 50% das importações em 2025, com exportação recorde de 23,3 milhões de toneladas métricas, segundo dados da Federação Europeia de Fabricantes de Ração (FEFAC).
✨ A partir de 30 de dezembro, a EUDR exigirá que os importadores comprovem que não estão adquirindo produtos de terras desmatadas, com penalidades severas por descumprimento.
O Brasil, que apresenta desafios logísticos e geográficos, pode perder campo para a Argentina, cujas principais áreas de produção estão mais próximas dos portos e com infraestrutura adequada para atender os novos requisitos.
O presidente da Aprosoja, Maurício Buffon, afirma que a legislação afeta de maneira desproporcional o Brasil, evidenciando esforços de recuperação ambiental e destacando que os problemas ambientais são menores em relação à dimensão da agricultura brasileira.
Enquanto isso, a Argentina, que já adota um sistema de rastreabilidade mais eficiente, se prepara para aumentar suas exportações e compensar as possíveis perdas brasileiras.
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