Alta impulsionada por fatores como petróleo e demanda chinesa

Em uma terça-feira marcada por forte valorização dos grãos, a soja se destacou na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em novembro apresentaram um fechamento em alta de 2,31%, atingindo o valor de US$ 13,1775 por bushel.
Segundo Vlamir Brandalizze, consultor de mercado, uma combinação de fatores foi responsável por essa ascensão nos preços da soja. O aumento de 3% no valor do petróleo no mercado internacional influenciou diretamente nos preços do óleo de soja, elevando também os valores do grão.
Adicionalmente, a situação das lavouras nos Estados Unidos se deteriorou ligeiramente, com o número de plantas em condição boa ou excelente passando de 58% para 56% em apenas uma semana, conforme dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
Outro ponto que ajudou a impulsionar os preços foi o recente anúncio de venda de 136 mil toneladas de soja americana para a China, também divulgado pelo USDA. Brandalizze descreveu o cenário atual como uma ‘tempestade perfeita’ para os produtores de soja. "Estamos possivelmente vendo uma das melhores semanas do ano em termos de preços", afirmou.
✨ A valorização da soja não garante uma tendência de preços firmes, considerando que a colheita da safra 2026/27 está prestes a começar nos EUA.
Na mesma linha de alta, o milho também apresentou resultados positivos e alcançou os maiores patamares em mais de dois anos, com contratos para dezembro fechando a US$ 5,46 por bushel, um aumento de 1,53%.
O trigo, após uma leve queda no pregão anterior, voltou a apresentar alta. Os contratos de dezembro aumentaram 1,10%, alcançando o preço de US$ 7,8250 por bushel.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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