Colheita nos EUA e plantio na América do Sul pressionam preços internacionais.

A soja encerrou a semana cotada abaixo de US$ 13 por bushel na Bolsa de Chicago, marcando o menor fechamento desde agosto. Este movimento refletiu a pressão sobre os contratos, impulsionada pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pelo plantio da nova safra na América do Sul.
De acordo com o boletim da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o primeiro vencimento da soja fechou a quinta-feira (22) a US$ 12,53 por bushel, após atingir US$ 12,45 no pregão anterior. O preço na quarta-feira (21) foi o mais baixo desde 25 de agosto, sustentando a tendência de desvalorização das cotações desde o fim de setembro.
✨ A oleaginosa estava cotada em US$ 12,63 por bushel uma semana antes e não conseguiu recuperar a marca de US$ 13,00 desde 28 de setembro.
A colheita nas terras norte-americanas avançou significativamente, alcançando 64% da área semeada até 18 de outubro, comparado a 46% na semana anterior, próximo à média histórica de 65% para este período do ano. Essa produção se dá em meio a uma nova safra sendo implantada nos países sul-americanos, o que pressiona ainda mais os preços internacionais devido às expectativas em relação à oferta do grão.
Em relação à demanda, as autoridades aduaneiras da China indicam uma recuperação nas importações de soja dos Estados Unidos, com 360.900 toneladas adquiridas em setembro, após um hiato nas compras de origem americana no mesmo mês de 2025. No entanto, isso levanta questões sobre o ritmo das aquisições chinesas e a concorrência com a soja sul-americana.
Os derivados da oleaginosa também apresentaram queda, com o farelo de soja passando de US$ 357,10 por tonelada curta em 16 de outubro para US$ 347,30 em 22 de outubro. O óleo de soja recuou de 67,13 para 66,74 centavos de dólar por libra-peso nesse mesmo intervalo.
Além disso, a CEEMA apontou que o ambiente geopolítico também foi considerado na análise. A semana trouxe avanços nas discussões através de um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia, enquanto o Oriente Médio apresentou pouca novidade.
Diante da soja sendo negociada abaixo de US$ 13 por bushel, a evolução da colheita nos Estados Unidos e do plantio na América do Sul continua a ser foco principal. O comportamento das compras chinesas permanecerá em monitoramento, especialmente com a competição entre fornecedores.
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