Mercado mostra reação após relatório WASDE e venda para a China

Os preços da soja experimentaram um aumento significativo em Chicago, bem como permaneceram firmes em áreas produtoras do Brasil, durante a quarta-feira, em meio a um período de entressafra e aumento da demanda internacional.
De acordo com a TF Agroeconômica, o avanço nos contratos futuros foi impulsionado pela alta no milho e no trigo, após a divulgação do relatório WASDE, além de um corte na produtividade nos Estados Unidos e a confirmação de uma nova transação de 244 mil toneladas da safra 2026/27 destinadas à China.
✨ Na CBOT, o contrato de agosto valorizou 1,50%, fechando a US$ 11,6475 por bushel, com setembro subindo 1,19% para US$ 11,6525.
O farelo de soja subiu 2,50%, alcançando US$ 311,00 por tonelada curta, enquanto o óleo teve um aumento de 0,75%, cotado a 68,96 centavos por libra-peso. As chuvas no cinturão produtivo dos EUA contiveram uma valorização mais acentuada.
No cenário brasileiro, o mercado no Rio Grande do Sul se mostrou calmo, com preços variando entre R$ 135,00 e R$ 136,00 no interior e R$ 149,00 no porto de Rio Grande. Santa Catarina também apresentou estabilidade, com foco no custo do farelo para rações, e preços em São Francisco do Sul marcando R$ 145,00.
O Paraná viu algumas elevações nos preços, com cotações chegando a R$ 142,00 em Maringá e R$ 149,50 em Paranaguá. Em Mato Grosso do Sul, houve um avanço para R$ 138,00 em Maracaju, enquanto Mato Grosso registrou as maiores altas do dia, com Primavera do Leste a R$ 138,00, representando um crescimento de 4,55%.
Até julho, a comercialização da safra 2025/26 em Mato Grosso atingiu 93,06%, com as vendas antecipadas de 2026/27 somando 30,23%. Os produtores continuam focados no planejamento da próxima safra, considerando custos de frete e insumos, além da preparação para o novo ciclo.
A valorização do mercado de soja reflete não só as condições locais de produção, mas também a dinâmica do comércio internacional e a interdependência entre as safras norte-americana e brasileira.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mercado brasileiro se beneficia de fatores geopolíticos e climáticos

Aumento nas vendas e novas perspectivas comerciais impulsionam preços

Setor representa 38,5% das receitas totais do estado no primeiro trimestre de 2026

Cautela predomina frente a fatores econômicos e avaliação da oferta global.