Impacto em carnes, mel e peixes inicia nesta quinta-feira.

A União Europeia anunciou a partir de hoje a suspensão das importações de produtos brasileiros de origem animal, impactando diretamente a carne bovina, carne suína, carne de frango, ovos, mel, pescados e animais vivos. Essa medida impede a exportação para os 27 países da União Europeia e surge como resposta à insatisfação com o controle sobre o uso de antimicrobianos no Brasil.
✨ A medida pode resultar em perdas de até US$ 1,8 bilhão por ano para o setor agropecuário brasileiro.
A decisão não é fruto de irregularidades nos produtos brasileiros, mas sim da avaliação de que os mecanismos de controle do Brasil ainda não estão adequados às exigências do bloco europeu. A União Europeia já havia proibido o uso de antimicrobianos para crescimento animal e limita substâncias reservadas para tratamento humano na pecuária.
O setor de carne bovina é um dos mais afetados nesta transição. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) expressou preocupação com a interrupção e busca reinstalar o Brasil na lista de países permitidos a exportar para a União Europeia. Embora o bloco não seja o maior comprador em volume, sua importância está no valor agregado dos produtos oferecidos.
No setor de avicultura, a expectativa é que a recuperação do mercado ocorra de forma mais rápida. Os frangos destinados à União Europeia já são produzidos sem os antimicrobianos banidos. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que a segregação da produção para a Europa facilitou a adaptação às novas exigências.
✨ Uma auditoria europeia no Brasil avalia o controle nas cadeias produtivas de frango e mel.
Por sua vez, o setor do mel aguarda uma solução específica, já que não há indícios de uso de antibióticos em sua produção. A Confederação Brasileira de Apicultura (CBA) se mostrou otimista quanto à avaliação que se aproxima.
Embora a restrição aos pescados não cause impacto imediato — devido à suspensão de exportações desde 2018 — a preocupação persiste no longo prazo, uma vez que visa reativar as importações europeias no futuro. Enquanto isso, o governo brasileiro trabalha para realinhar sua classificação no que se refere às exigências europeias sobre antimicrobianos.
✨ A suspensão pode afetar a imagem dos produtos brasileiros em outros mercados.
Em resumo, o agro brasileiro está focado nas negociações com as autoridades da União Europeia e nas auditorias em andamento, com a esperança de que a reavaliação leve à reversão dessa decisão.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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