Nova unidade em Apucarana amplia produção de aditivo para avicultura e suinocultura.

Uma inovação desenvolvida no Brasil focada no aproveitamento de minerais na alimentação animal foi recentemente ampliada para escala industrial. Em Apucarana, Paraná, uma nova unidade começou a produzir um aditivo destinado especialmente à avicultura, com a meta de diminuir a quantidade de fosfato nas rações.
A GFS, responsável pela tecnologia, afirma que o produto melhora a absorção e retenção de cálcio e fósforo pelas aves, permitindo que os animais aproveitem melhor os minerais contidos na dieta. Essa eficiência resulta em uma menor necessidade de fosfato na comida.
✨ A tecnologia substitui uma matéria-prima fóssil por óleos vegetais, reduzindo a pegada de carbono e os custos da indústria de rações.
Luis Angreguetto, pesquisador da GFS e Ph.D. em Ciência Animal, explica que a inovação tem o potencial de evitar a retirada de quase 8 quilos de fosfato do meio ambiente para cada quilo do novo produto produzido. Além disso, para cada tonelada de fosfato que não é produzida, mais de uma tonelada de CO2 deixa de ser emitida.
Além dos benefícios ambientais, a tecnologia também promete gerar economia aos produtores, com uma redução de R$ 20 a R$ 30 no custo de cada tonelada de ração. Douglas da Silva, gerente de integração de aves da Copacol, destaca que a inovação melhora o aproveitamento dos nutrientes.
A localização de Apucarana foi estratégica, pois a cidade se encontra próxima de importantes polos produtores de carne e consumidores de ração nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O prefeito Rodolfo Mota enfatiza a importância logística da cidade como um hub entre múltiplas rotas de escoamento.
A nova estrutura aumentará a capacidade de produção do aditivo de 500 para 4.500 toneladas mensais. A tecnologia já é utilizada em várias partes do Brasil, além de ser exportada para o Chile e países asiáticos, enquanto está em processo de registro na Europa e nas Américas.
No âmbito da suinocultura, a GFS investe em fibras naturais derivadas de pinos de reflorestamento, visando melhorar o desempenho intestinal dos animais. Com uma capacidade de produção de 1,6 mil toneladas mensais, a inovação está atenta à segurança alimentar e sustentabilidade.
Em 2025, a avicultura de corte e postura no Brasil consumiu mais de 45 milhões de toneladas de ração, enquanto a suinocultura superou 22 milhões de toneladas. Almir Gnoatto, superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná, ressalta a importância de desenvolver tecnologias nacionais para a autocontrole no setor produtivo.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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