Alta nos custos foi registrada em Santa Catarina e Paraná, influenciando os índices de preço da produção.

Os custos de produção do frango de corte e do suíno vivo tiveram alta no mês de agosto nos principais estados da avicultura e da suinocultura brasileiras. Em Santa Catarina, o custo do suíno subiu 0,96%, enquanto no Paraná, o custo do frango aumentou 1,56%, segundo levantamento mensal da Embrapa Suínos e Aves, divulgado pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias).
No Paraná, o custo de produção do frango de corte alcançou R$ 4,85 por quilo em agosto, comparado aos R$ 4,77 em julho, representando uma alta de 1,56%. O Índice de Custo de Produção do Frango (ICPFrango) atingiu 374,97 pontos, acumulando uma alta de 4,10% no ano e 5,48% em 12 meses.
Os custos com ração, que correspondem a 63,87% do total dos custos em agosto, aumentaram 3,77% no mês e apresentam uma variação de 5,30% nos últimos 12 meses. Em contrapartida, os custos de aquisição dos pintainhos de 1 dia, que representam 18,45% do total, caíram 5,52% no último mês, mas acumulam alta de 9,16% em 12 meses.
Em Santa Catarina, o custo de produção do suíno vivo subiu de R$ 6,29 em julho para R$ 6,35 em agosto, um aumento de 0,96%. O Índice de Custo de Produção do Suíno (ICPSuíno) chegou a 363,13 pontos. No acumulado do ano, o índice apresenta uma queda de 2,04%, enquanto que em 12 meses, a alta é de 1,74%.
✨ A ração, que representa 72,53% do custo total do suíno vivo em agosto, subiu 0,98% no mês, com um aumento acumulado de 4,29% nos últimos 12 meses.
Santa Catarina e Paraná são considerados estados de referência utilizados no cálculo dos Índices de Custo de Produção (ICPs) da Cias, pois concentram a maior produção nacional de suínos e frangos de corte. Além disso, a Cias disponibiliza estimativas para outros estados, como Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, a fim de ampliar o acompanhamento dos custos e oferecer subsídios à gestão técnica e econômica dos sistemas produtivos.
Nos estados da região Sul, como Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, os custos de produção são calculados e publicados mensalmente, enquanto que para Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, a divulgação é trimestral. Recentemente, os coeficientes zootécnicos de produtividade para Goiás e Minas Gerais foram revisados e atualizados em abril de 2026, subsidiando o cálculo dos custos de produção que foram publicados a partir de junho de 2026.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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