Cenário exige atenção em relação à colheita e às importações

Os preços do trigo estão em alta no Sul do Brasil devido à oferta restrita e à demanda constante no mercado local. Um estudo da TF Agroeconômica revela que as operações comerciais são pontuais, com foco na quantidade disponível até a próxima safra.
No Rio Grande do Sul, o clima de cautela predomina, e as negociações acontecem conforme a necessidade dos compradores, que ainda estão influenciados pelo período de colheita da soja. Os preços variam, com trigos de qualidade inferior sendo cotados a R$ 1.250 e produtos de maior qualidade a R$ 1.300, enquanto os vendedores solicitam valores que giram entre R$ 1.350 e R$ 1.400.
✨ A disponibilidade de trigo no estado é estimada em 260 mil toneladas, insuficiente para atender a demanda até outubro, levando a um cenário de importações.
Avançando para Santa Catarina, o volume disponível é maior, mas há aumento nas propostas de preços, com trigo cotado a R$ 1.300 FOB. Em contraste, no Paraná, a firmeza dos preços se mantém, com negociações ao redor de R$ 1.400 FOB a R$ 1.450 CIF, enquanto previsões de maio e junho apresentam valores menores, entre R$ 1.350 e R$ 1.370 CIF.
"O valor pago ao produtor em Panambi subiu de R$ 57 para R$ 59 por saca, sinalizando um aumento no custo de produção.
As disparidades nos preços refletem a pressão dos mercados internacionais e as flutuações na cotação do dólar, afetando diretamente as paridades de importação.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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