Controle adequado da umidade influencia a conservação e a segurança do produto durante a pós-colheita.

A umidade do café desempenha um papel fundamental na pós-colheita, impactando diretamente a conservação dos grãos, a qualidade do lote e a segurança durante o armazenamento. O período de junho a novembro concentra as operações de colheita, secagem e estocagem nas principais regiões cafeeiras, sendo crucial evitar erros na medição ou na secagem.
Durante a pós-colheita, o controle da umidade deve ser rigoroso em todas as etapas, desde a derriça até a entrega ou armazenamento do café beneficiado. Se um café bem cultivado for armazenado com umidade excessiva ou passar por uma secagem irregular, isso pode comprometer seu valor.
✨ Referências técnicas sugerem que a faixa ideal de umidade para armazenamento do café é de 11% a 12%. Valores acima de 13% podem resultar em problemas como desenvolvimento de fungos e defeitos sensoriais.
Quando a umidade está acima da faixa segura, o café pode sofrer aumentos na respiração, causando aquecimento e fermentação indesejadas. Já uma umidade muito baixa, inferior a 10%, resulta em perda excessiva de peso e quebra dos grãos durante o beneficiamento. Assim, as medições de umidade são cruciais e devem ser realizadas utilizando métodos laboratoriais ou medidores eletrônicos apropriados.
A amostragem correta também é vital, devendo incluir diferentes pontos do lote. É fundamental esperar que os grãos esfriem antes de medir a umidade, para garantir leituras precisas. Além disso, a não homogenização de lotes com umidades diferentes pode complicar o armazenamento e a qualidade final do café.
Outro ponto importante é garantir que o armazém esteja limpo e seco, e que os sacos de café sejam armazenados adequadamente em paletes, permitindo a circulação do ar. O planejamento das operações de colheita e secagem deve levar em conta as previsões climáticas e a capacidade dos equipamentos.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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