Impacto significativo nas exportações brasileiras de produtos agropecuários

O governo brasileiro não obteve sucesso nas tentativas de reverter o veto da União Europeia às importações de carne bovina, aves, ovos, mel e pescados, que começa a valer nesta quinta-feira (3/9).
O Tribunal de Contas da União (TCU) informou que, apesar da derrota para o setor agropecuário, "não há elementos que indiquem que os Ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores falharam em agir com a devida tempestividade".
Em seu relatório, o TCU destacou que o Ministério da Agricultura monitorou de perto os requisitos da União Europeia. Além disso, foram implementados controles auditáveis focados na rastreabilidade e segregação de produtos.
"O Mapa [Ministério da Agricultura] demonstrou diligência ao criar normas e protocolos para garantir que a produção brasileira estivesse em conformidade com as novas exigências.
✨ O veto pode resultar em perdas de até US$ 2 bilhões no setor agropecuário brasileiro dentro de um ano.
O TCU observou que a falta de informações mais detalhadas sobre as restrições, principalmente em relação ao uso de antimicrobianos, limitou a capacidade do Brasil de se adaptar às exigências da UE.
A comunicação das limitações imposta à utilização de antibióticos em produtos de origem animal foi formalizada ao Ministério da Agricultura somente em 31 de dezembro de 2022.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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