Entidade delineou quatro frentes para aumentar presença no mercado internacional durante conferência em São Paulo.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) apresentou uma estratégia internacional composta por quatro frentes visando ampliar a presença dos biocombustíveis brasileiros no exterior. O plano foi detalhado nesta terça-feira (27), em São Paulo, pelo diretor de Estratégia e Novos Negócios da entidade, Eduardo Leão, durante a 26ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol.
A primeira frente da estratégia envolve a abertura de mercados para misturas de etanol em países como Índia, Japão e demais nações da Ásia e América Latina. A segunda frente se concentra na participação nas discussões sobre regulações internacionais, incluindo aspectos das diretrizes para transporte aéreo e marítimo, além da normativa de energias renováveis da União Europeia.
Leão destacou que a implementação dessas ações requer uma articulação efetiva entre o setor privado e o governo brasileiro, com a contribuição de instituições como a Marinha e o Ministério das Relações Exteriores. O terceiro pilar do plano visa fortalecer a posição do Brasil no debate global, utilizando comunicação respaldada por evidências científicas, enquanto o quarto foca em identificar e estreitar parcerias estratégicas com outros países e instituições.
✨ Eduardo Leão apontou que o setor de transportes é responsável por aproximadamente 23% das emissões globais e destacou a necessidade de aumentar o uso de biocombustíveis para enfrentar o aquecimento global.
De acordo com Leão, a estratégia se baseia em fatores que aumentam a demanda por alternativas aos combustíveis fósseis, como a segurança energética e a redução de emissões de gases de efeito estufa. O executivo mencionou que o cenário atual, que inclui incertezas quanto ao fornecimento de petróleo e flutuações nos preços dos combustíveis fósseis, oferece uma oportunidade para o Brasil.
Ele também citou as tensões no Estreito de Ormuz como um exemplo das vulnerabilidades do mercado global de energia. No contexto da expansão dos biocombustíveis, Leão alertou sobre obstáculos relacionados ao protecionismo e subsídios concedidos por outros países, defendendo a importância do multilateralismo e do fortalecimento das instituições que regulam o comércio internacional.
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