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Agronegócio
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Valorização do arroz avança, mas previsão de alta é incerta

Mercado apresenta cautela e limita oferta, segundo consultoria.

Acro Rodrigues11 de maio de 2026 às 17:11
Valorização do arroz avança, mas previsão de alta é incerta

O mercado de arroz experimentou um aumento no preço em abril, embora sem indícios de uma alta significativa a curto prazo. Dados da Consultoria Agro do Itaú BBA indicam que o Índice CEPEA/IRGA-RS registrou uma média de R$ 62,40 por saca de 50 quilos no Rio Grande do Sul, marcando um incremento de 6% em relação a março.

Apesar do avanço na colheita, os preços se mantiveram estáveis. Esse comportamento é atribuído à postura cautelosa dos produtores, que restringiram a quantidade de arroz disponível no mercado. Além disso, as transações internas seguiram de forma lenta, com a indústria realizando compras de maneira cuidadosa e evitando acumular estoques em grande escala.

A valorização do real afetou a competitividade das exportações, resultando em uma desaceleração das vendas externas ao longo de abril.

As vendas internacionais focaram principalmente em arroz quebrado e se dirigiram a destinos na África, o que limitou a função das exportações como uma solução mais ampla para o excedente do produto. Com a diminuição da área plantada e produtividade moderada, espera-se uma safra menor, o que ameniza o risco de quedas acentuadas nos preços.

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Embora a oferta reduzida ajude, não há fundamentos robustos que apontem para uma alta expressiva no mercado neste momento

Consultoria Agro do Itaú BBA.

A perspectiva de preços para o arroz permanece incerta, e o setor deve continuar monitorando as condições de mercado antes de realizar novos investimentos ou ajustes na produção.

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