Expectativa de demanda externa leva produtores a adiar negócios em meio à semeadura.

A valorização do dólar na última semana de outubro trouxe nova atenção para as exportações de arroz em casca no Rio Grande do Sul. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que, devido à expectativa de crescimento na demanda externa, muitos vendedores decidiram adiar suas transações.
Enquanto isso, as indústrias continuam limitando suas compras, em resposta às vendas fracas de arroz beneficiado e à dificuldade de repassar os custos da matéria-prima. Com os produtores focados na semeadura, as negociações foram escassas, mas ao final do mês, os preços registraram uma leve recuperação.
✨ Em outubro, a saca de 50 quilos teve uma média de R$ 82,27, representando um aumento de 1,83% em relação a setembro e o maior valor nominal desde fevereiro de 2025.
Contrariando a média, ao final do mês, o valor da saca foi de R$ 82,20, refletindo uma queda de 0,74% em relação ao acumulado mensal. No campo, o trabalho de semeadura avançou, embora em algumas áreas a umidade excessiva ainda apresente desafios. O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) reportou que até o dia 29 de outubro, 533,18 mil hectares haviam sido lançados, correspondendo a 61,86% da área prevista para a safra 2026/27.
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