Estudo revela que a oscilação nos preços de terras agrícolas afeta competitividade do Brasil em relação aos Estados Unidos.

Um estudo da Universidade Purdue revela que a valorização das terras agrícolas nas últimas duas décadas diminuiu a vantagem de custo historicamente favorável da produção de grãos no Brasil em comparação com os Estados Unidos. A pesquisa, que utiliza dados da Universidade Estadual de Iowa e da S&P Global Energy, constatou que, de 2002 a 2025, os preços avançaram nos dois países, mas com maior oscilação no Brasil.
A análise focou em terras de Iowa, nos EUA, e na região de Sinop, em Mato Grosso. Durante o período observado, a valorização média anual foi de 7,7% em Iowa e de 8,7% em Sinop, quando os valores são convertidos para dólar. O preço das terras em Mato Grosso atingiu seu auge em 2022, mas apresentou queda após esse período, enquanto o mercado de Iowa se mostrou mais estável.
✨ Em 2025, o valor médio das terras alcançou US$ 11.549 por acre em Iowa, contra US$ 9.066 na região de Sinop, resultando numa diferença de 27%.
Embora a discrepância entre os preços tenha diminuído durante a alta das commodities entre 2021 e 2023, fatores como margens mais apertadas, altos custos, crédito restrito e juros elevados pressionam o mercado brasileiro. Além disso, a maior quantidade de terras arrendadas nos Estados Unidos torna os produtores mais vulneráveis a aumentos nos aluguéis.
Os autores do estudo observam que, apesar da terra ainda representar uma vantagem competitiva para a produção brasileira, essa diferença está encolhendo. Eles também salientam que os dados analisados referem-se a recortes distintos e que as oscilações cambiais podem afetar os resultados.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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