Companhias como Verde AgriTech, Harvest e Mosaic ampliam suas operações no setor em busca de novos ativos.

A Verde AgriTech avançou em sua exploração de terras raras no Brasil e anunciou, nesta terça-feira (6), novos dados do projeto Minas Americas, localizado em Minas Gerais. A subsidiária Magnes Rare Earths reportou um intervalo de 30 metros com uma concentração média de 1.853 partes por milhão (ppm) de óxidos de terras raras magnéticas, sendo que 1.792 ppm correspondem a neodímio e praseodímio, essenciais para a produção de ímãs permanentes.
Adicionalmente, o intervalo também revelou 270 ppm de óxidos de terras raras pesadas. Resultados de sondagens em profundidades menores indicaram teores superiores a 2.100 ppm de terras raras magnéticas. Um dos furos, por exemplo, mostrou 11 metros com 2.179 ppm de MREO e 335 ppm de terras raras pesadas.
Até o momento, a Verde AgriTech não definiu uma taxa de recuperação comercial, recurso mineral ou avaliação econômica para o projeto. A companhia estabeleceu a Magnes em maio deste ano para centralizar os ativos de terras raras e pretende divulgar uma primeira estimativa de recursos minerais até o fim de 2026, com uma avaliação econômica preliminar prevista para o primeiro semestre de 2027.
✨ O movimento coloca a Verde AgriTech em uma crescente iniciativa de empresas do setor de fertilizantes que estão ampliando sua atuação para incluir terras raras no Brasil.
Outra empresa, a Harvest Minerals, que opera em Minas Gerais com o projeto Arapuá, também acelerou sua integração no segmento de terras raras. Em setembro, a Harvest finalizou a aquisição da Scanty Mineração, adicionando oito projetos de terras raras em quatro estados brasileiros ao seu portfólio.
A Harvest passou a se posicionar como uma emergente exploração de terras raras, mantendo suas atividades de fertilizantes. Neste contexto, a companhia avaliou que as perspectivas para sua divisão de fertilizantes permanecem incertas e destacou a aquisição da Scanty como um marco estratégico.
Já a Mosaic, gigante do setor de fertilizantes, colabora com a Rainbow Rare Earths para a recuperação de terras raras de resíduos gerados em suas operações de ácido fosfórico em Uberaba, Minas Gerais. O projeto busca aproveitar o fosfogesso, um subproduto da rocha fosfática, ao invés de abrir novas minas.
Em setembro, a Mosaic e a Rainbow iniciaram um estudo de pré-viabilidade para o projeto, com possibilidade de produzir terras raras a partir de material já existente. Com conclusão prevista para 2027, a Mosaic espera iniciar a produção em 2030, caso as etapas técnicas e regulatórias avancem.
Essas iniciativas de Verde, Harvest e Mosaic denotam uma nova frente na exploração de terras raras no Brasil, destacando a transformação de empresas que atuavam principalmente para o agronegócio, agora mirando em minerais estratégicos para diversas tecnologias.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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