Estratégia busca valorizar elementos como lantânio e neodímio

A St George Mining está planejando segmentar as terras raras do Projeto Araxá, localizado em Minas Gerais, em três produtos distintos. A estratégia visa aumentar o valor do material antes de sua comercialização, de acordo com o diretor operacional da empresa no Brasil, Thiago Amaral.
Amaral comentou sobre a intenção de desenvolver linhas de produtos compostas por lantânio e cério, outra focada em neodímio e praseodímio, e uma terceira abrangendo samário e elementos mais pesados. "Estamos obtendo carbonatos e oxalatos mistos e desejamos realizar uma separação inicial no Brasil", afirmou.
✨ Os elementos como neodímio e praseodímio são altamente procurados na indústria, sendo cruciais para a fabricação de ímãs utilizados em veículos elétricos e turbinas eólicas.
Ainda em fase de pesquisa, a St George deverá divulgar uma nova estimativa de recursos minerais para o Projeto Araxá em breve, prevendo um aumento significativo na dimensão do depósito e um aprimoramento sobre a viabilidade econômica das operações. Este novo estudo contará com os dados das recentes sondagens realizadas no local.
Além disso, Amaral expressou interesse em atrair investimentos chineses para o projeto, enfatizando que a companhia mantém negociações com investidores de diversos países, sem limitar a origem dos fundos. Estão sendo examinados contratos de offtake que asseguram compradores para a produção futura de nióbio e terras raras.
O diretor ressaltou a intenção de implementar um piso de preço nas transações de terras raras, algo que já está sendo discutido nas negociações com potenciais compradores. Este mecanismo pode proporcionar uma rede de segurança durante a implantação e operação do projeto, independente das flutuações de mercado.
A proteção de preços é uma estratégia debatida globalmente para facilitar a viabilização de projetos de terras raras fora da China, que domina a cadeia produtiva nesse setor.
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