Terras raras, lítio e urânio estão entre os minerais com maior fomento previsto.

O governo federal aprovou a inclusão de nove substâncias na categoria de prioridade máxima da nova política mineral brasileira em uma reunião do CIMCE (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos) realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta quinta-feira (5).
Os minerais que terão prioridade nos instrumentos de incentivo à mineração e à industrialização são terras raras, urânio, cobre, lítio, grafita, níquel, cobalto, manganês e silício. Esta lista foi elaborada com base na importância desses minerais para o desenvolvimento industrial do país e para sua inserção em cadeias produtivas estratégicas.
✨ A nova política busca ampliar a produção nacional e aumentar investimentos em áreas como beneficiamento, processamento e refino, essenciais para o setor.
Além de priorizar esses minerais, o governo também definiu categorias adicionais. Na classificação intermediária, foram incluídos substâncias como tungstênio, cromo e fósforo, enquanto na de menor prioridade constam nióbio, estanho e ferro, entre outros. A classificação não desmerece a importância econômica dessas substâncias, mas reflete a vulnerabilidade do abastecimento e a concentração de oferta no cenário global.
A decisão ocorre em meio a crescentes disputas internacionais por matérias-primas, especialmente na transição energética e na indústria tecnológica. O Brasil, segundo o governo, deve se posicionar estrategicamente para aproveitar essa demanda e potencializar sua capacidade de produção.
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