Dados mostram que, apesar da volta ao escritório, trabalho remoto ainda é significativo.

A transição do home office para o trabalho presencial tem gerado inquietações entre os profissionais brasileiros. Desde a pandemia de Covid-19, a dinâmica de trabalho mudou significativamente, e os dados do IBGE, divulgados no último dia 23, revelam que, embora o trabalho remoto tenha diminuído, ainda está acima dos níveis antes de 2020.
Conforme a PNAD Contínua – Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2025, 8,4% dos trabalhadores realizavam suas atividades em casa em 2022, percentual que caiu para 7,9% em 2025. Enquanto isso, a presença no ambiente de trabalho aumentou de 57,9% para 60,2% no mesmo período.
✨ A pesquisa mostra que a transformação nos modelos de trabalho começou antes da pandemia, mas a crise acelerou esse processo de mudança.
A movimentação dos trabalhadores está ligada à digitalização e ao crescimento de plataformas digitais, que já vinham alterando a dependência de um local fixo para o trabalho. Empregadores perceberam que muitas atividades poderiam ser realizadas remotamente, o que levou a uma reestruturação na vida de muitos profissionais.
Um panorama mais amplo revela que 60,2% dos trabalhadores atuam em lugares do próprio empreendimento, enquanto 13,8% o fazem em locais definidos por seus empregadores ou clientes, o que reflete a diversidade de modelos de trabalho no país.
Estudos recentes da Robert Half sugerem que o retorno aos escritórios é motivado por razões como fortalecimento da cultura organizacional e melhoria na comunicação entre equipes. Contudo, muitas pessoas ainda sentem que a volta ao modelo presencial não compensa as desvantagens, como o tempo e os custos de deslocamento.
Durante a pandemia, muitos trabalhadores mudaram sua forma de viver, optando por locais que permitissem uma melhor qualidade de vida, estabelecendo novas relações entre moradia e trabalho. O mercado imobiliário também sentiu essas transformações, com variações significativas nas compras e vendas de imóveis.
Em resumo, o que vemos é um panorama em constante mutação, onde a resistência ao retorno total aos escritórios reflete as novas prioridades e estilo de vida que muitos brasileiros adotaram após a pandemia.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Brasil

Produção de soja e milho deve impulsionar a economia estadual

Censo Demográfico aponta que 14,4 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência.

Taxa é a mais baixa desde o início da Pnad Contínua em 2012

Iniciativa oferece trabalho e qualificação com foco na reinserção social