Decisão segue após divergências técnicas e pressão de organizações indígenas

O Ministério de Portos e Aeroportos divulgou na quinta-feira (8) que a dragagem da hidrovia do Rio Tapajós foi retirada da agenda de concessões para o ciclo 2027/2030, após divergências entre áreas técnicas do governo sobre a manutenção da navegabilidade.
O tema causa polarização entre a necessidade de infraestrutura logística e as preocupações sociais e ambientais relativas às intervenções no rio. A dragagem é vista como essencial para facilitar o escoamento de grãos do Centro-Oeste através dos portos no Arco Norte.
✨ A retirada do projeto segue um forte movimento de organizações indígenas e socioambientais, que questionam os impactos sobre os ecossistemas e exigem consultas às comunidades afetadas.
As áreas técnicas dos Ministérios de Portos e Aeroportos e dos Transportes defendem a dragagem, citando a previsão de seca severa no Norte do Brasil e a necessidade de garantir a previsibilidade no transporte fluvial, especialmente com a iminência de um fenômeno de El Niño.
Entretanto, a Secretaria-Geral da Presidência e o Ministério dos Povos Indígenas manifestaram-se contrários à concessão, resultando no adiamento do projeto. A controvérsia aumentou após protestos que suspenderam a contratação da dragagem em fevereiro de 2026.
Além disso, a agenda de concessões 2027/2030 ainda inclui projetos para as hidrovias de outros rios e obras de dragagem, mas a exclusão do Rio Tapajós representa atraso para este projeto específico, enquanto continuam os debates em nível federal sobre alternativas e condições para execução das obras.
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Jornalista especializado em Brasil

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