A operação retirou os últimos manifestantes da praça Puerta del Sol, símbolo da crise habitacional.

A polícia espanhola desmobilizou os últimos manifestantes na praça Puerta del Sol, em Madri, na manhã de terça-feira (3), após cinco semanas de protestos contra o aumento dos aluguéis, a falta de moradias e despejos na capital.
A operação teve início por volta das 3h (23h de segunda-feira no horário de Brasília), quando o efetivo de choque entrou no local e retirou os 334 ocupantes que ainda estavam no acampamento, que se tornou um ícone da crise habitacional na Espanha.
✨ Os protestos foram motivados pelo despejo de uma mulher de 87 anos, ocorrido pouco antes, e resultaram na criação de acampamentos semelhantes em outras cidades da Espanha e em Portugal.
Duas pessoas foram presas durante a operação, enquanto os manifestantes afirmaram que a retirada foi feita de forma violenta, com alguns acampados sendo agredidos. O governo, no entanto, declarou que não houve violência ou distúrbios.
Após o governo espanhol aprovar novas medidas habitacionais, os principais organizadores dos acampados anunciaram, no dia 30 de outubro, a dissolução dos comitês. Por sua vez, novos protestos estão agendados para 11 de novembro, focados em uma greve geral em defesa dos direitos à moradia.
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