Estudo sobre genoma de indivíduos de 30 mil anos indica fluxo de genes entre leste e oeste do continente.

Cientistas analisaram o genoma de três indivíduos que viveram na Europa há 30.000 anos, estabelecendo uma conexão de parentesco entre populações do leste e do oeste do continente. Essa descoberta desafia a noção de isolamento das duas regiões naquela época, após a extinção dos neandertais.
A pesquisa, publicada na revista Science Advances, revela que, apesar de análises anteriores feitas em apenas 24 esqueletos desse período, havia um intenso fluxo de genes entre as duas regiões, conforme demonstrado pelos achados da Espanha, França e Itália.
A grande revelação advém de um osso de uma mulher encontrada na Caverna de Isturitz, no sudoeste da França. O local, que possui um histórico fascinante, foi utilizado por neandertais e posteriormente como abrigo para taças feitas de crânios humanos.
✨ O DNA da mulher indica herança ocidental com marcas evidentes do leste, sugerindo que as populações migraram do oriente entre 31.500 e 32.500 anos atrás, o que evidencia um cenário de fronteiras mais fluidas.
Além disso, a Caverna de Isturitz também servia como um ponto de encontro estratégico entre a Europa Central e a Península Ibérica. Os estudos mostraram que os três indivíduos analisados possuíam características físicas como pele escura, cabelos escuros e olhos escuros, e que não apresentavam parentesco direto, indicando práticas sociais que evitavam endogamia entre grupos caçadores-coletores.
Esses achados revelam que a vida social e o perfil genético da Idade da Pedra eram bem mais dinâmicos do que se imaginava.
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