Telescópio Euclid dobra o número de quasares conhecidos da infância do cosmos

O telescópio espacial Euclid, da ESA (Agência Espacial Europeia), fez uma descoberta significativa ao identificar 31 novos quasares, os mais antigos já registrados, quando o universo contava apenas com 5% de sua idade atual. Isso representa uma ampliação do conhecimento sobre esses objetos cósmicos, que antes eram poucos conhecidos.
Os quasares descobertos brilham intensamente, equivalendo à luz de um trilhão de sóis. A pesquisa, publicada na revista Astronomy & Astrophysics, destaca a importância dos quasares como instrumentos para entender o que aconteceu durante os primeiros períodos da história do universo.
Entre os 31 novos quasares, dois são identificados como os mais antigos já observados, datando de quando o cosmos tinha apenas 670 milhões de anos. Estão localizados a mais de 13 bilhões de anos-luz da Terra e possuem redshifts de 7,77 e 7,69.
"Esses quasares estão nos fornecendo uma janela rara para o universo jovem. Eles revelam como os primeiros buracos negros supermassivos e galáxias se formaram.
✨ Essa descoberta mais do que duplica o número de quasares antigos conhecidos anteriormente.
Os quasares são núcleos brilhantes de galáxias ativas, indo de 100 a 1.000 vezes mais luminosos do que galáxias inteiras, significando que os pesquisadores consideram essenciais para compreender a evolução do universo.
A busca por quasares remonta a várias décadas e, embora sejam raros, sua descoberta é crucial para decifrar as condições que prevaleceram nos primórdios do cosmos. Até então, muitos quasares eram difíceis de detectar devido à fraca intensidade de sua luz, que poderia ser confundida com a de estrelas mais próximas à Terra.
Antonio La Marca, pesquisador da ESA, enfatiza que a nova exploração do Euclid abre caminho para uma compreensão mais profunda do universo, sendo um verdadeiro divisor de águas em astrofísica.
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