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Ciência
2 min de leitura

Descoberta de quasares antigos revela segredos do universo jovem

Telescópio Euclid dobra o número de quasares conhecidos da infância do cosmos

Gabriel Rodrigues07 de julho de 2026 às 11:35
Descoberta de quasares antigos revela segredos do universo jovem

O telescópio espacial Euclid, da ESA (Agência Espacial Europeia), fez uma descoberta significativa ao identificar 31 novos quasares, os mais antigos já registrados, quando o universo contava apenas com 5% de sua idade atual. Isso representa uma ampliação do conhecimento sobre esses objetos cósmicos, que antes eram poucos conhecidos.

Os quasares descobertos brilham intensamente, equivalendo à luz de um trilhão de sóis. A pesquisa, publicada na revista Astronomy & Astrophysics, destaca a importância dos quasares como instrumentos para entender o que aconteceu durante os primeiros períodos da história do universo.

Características dos Quasares Descobertos

Entre os 31 novos quasares, dois são identificados como os mais antigos já observados, datando de quando o cosmos tinha apenas 670 milhões de anos. Estão localizados a mais de 13 bilhões de anos-luz da Terra e possuem redshifts de 7,77 e 7,69.

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Esses quasares estão nos fornecendo uma janela rara para o universo jovem. Eles revelam como os primeiros buracos negros supermassivos e galáxias se formaram.

Essa descoberta mais do que duplica o número de quasares antigos conhecidos anteriormente.

Contexto

Os quasares são núcleos brilhantes de galáxias ativas, indo de 100 a 1.000 vezes mais luminosos do que galáxias inteiras, significando que os pesquisadores consideram essenciais para compreender a evolução do universo.

A busca por quasares remonta a várias décadas e, embora sejam raros, sua descoberta é crucial para decifrar as condições que prevaleceram nos primórdios do cosmos. Até então, muitos quasares eram difíceis de detectar devido à fraca intensidade de sua luz, que poderia ser confundida com a de estrelas mais próximas à Terra.

Antonio La Marca, pesquisador da ESA, enfatiza que a nova exploração do Euclid abre caminho para uma compreensão mais profunda do universo, sendo um verdadeiro divisor de águas em astrofísica.

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