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    Ciência
    2 min de leitura

    Esqueleto revela amputação nasal como punição na China antiga

    Descoberta no cemitério de Sanzhiyuan, análise aponta ao uso de severas penalidades medievais.

    Gabriel RodriguesPostado há 1 hora
    A
    Esqueleto revela amputação nasal como punição na China antiga
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    Uma análise de uma ossada feminina de aproximadamente 700 anos, encontrada no cemitério de Sanzhiyuan, na China, trouxe à luz a primeira evidência arqueológica de amputação nasal como punição corporal na história antiga do país. O estudo, publicado no Journal of Archaeological Science: Reports, identificou uma mulher, com idade entre 40 a 45 anos, que viveu durante o final da dinastia Yuan e o início da Ming, entre 1298 e 1404 d.C.

    A pesquisa revelou que a mulher teve os ossos e cartilagens do nariz cirurgicamente removidos durante sua vida. Além disso, seu sepultamento ocorreu de bruços, um rito que remete à condenação por práticas de Justiça, corroborando relatos de severas penas descritas nos códigos jurídicos medievais chineses. Dentre 213 esqueletos analisados no local, ela se destacou como a única enterrada nessa posição.

    ✨ Na tradição funerária chinesa, o sepultamento de bruços está associado a criminosos ou pessoas em desgraça social.

    O único artefato encontrado junto ao corpo foi um alfinete de cabelo de cobre. A análise da dieta da mulher revelou um padrão baseado em painço, com baixo consumo de proteína animal, típico de camponeses. A tomografia do crânio confirmou que a remoção do nariz foi um ato intencional, sem registros de fraturas ou marca de ações violentas. Não foram identificadas patologias que pudessem justificar o procedimento.

    As bordas ósseas cortadas na região nasal mostraram sinais de regeneração, indicando que a mulher sobreviveu à amputação e recebeu cuidados médicos adequados. Este estudo estabelece o primeiro caso registrado de amputação nasal como uma punição na China medieval, detalhando as práticas punidas que resultavam em desfiguração e estigmatização social.

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    Gabriel Rodrigues

    Jornalista especializado em Ciência com mais de 10 anos de experiência. Apaixonado por contar histórias que fazem a diferença.

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