Temperaturas podem surpassar os 40 °C em algumas regiões até início de maio

O Centro-Sul do Brasil enfrenta temperaturas elevadas e um clima seco, com o meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, apontando que esse padrão de calor se estenderá até a transição para maio.
No último domingo, o termômetro em Porto Estrela, no Mato Grosso, atingiu impressionantes 40,6 °C, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A combinação do calor com umidade relativa do ar abaixo de 30% em certas áreas eleva o risco de incêndios, principalmente no Centro-Oeste e no Sudeste.
✨ Nos próximos 10 dias, o ar quente e seco continuará dominando o Brasil central, com temperaturas entre 38 °C e 39 °C em partes de Mato Grosso do Sul e sul de Mato Grosso.
Enquanto as altas temperaturas persistem em regiões como o Centro-Oeste, o Norte do Brasil deve receber chuvas, com volumes entre 40 e 100 milímetros em um intervalo de cinco dias, concentrando-se em pontos específicos. No Sul, as precipitações significativas devem retornar na próxima semana, especialmente no Paraná, com possíveis 100 mm em algumas áreas que estão enfrentando restrições hídricas.
Embora algumas áreas do Sul tenham registrado mínimas entre 12 °C e 15 °C, a chegada do frio intenso ainda está distante. A mudança significativa nas temperaturas é esperada entre 26 e 30 de abril, com mínimas podendo ficar abaixo dos 10 °C, embora sem risco imediato de geada.
"Início de maio pode trazer incursões de ar frio intenso, especialmente no Rio Grande do Sul, com chance de geadas fracas nas regiões fronteiriças com o Uruguai
Em regiões como Bataguassu (MS), a continuidade do calor, com máximas entre 35 °C e 36 °C até o começo de maio, pode trazer estresse térmico ao gado em confinamento, enquanto a chuva deverá ser irregular, com esperados dois episódios: um na transição do mês e outro no fim da primeira semana de maio, mas sem grandes acumulados.
No Sul, as previsões indicam volumes elevados de precipitação no início de maio, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os acumulados podem chegar a 150 mm na primeira semana. Isso pode impactar negativamente os trabalhos agrícolas na região. Além disso, sinais do fenômeno La Niña podem afetar o clima nas próximas semanas, potencializando as chuvas na área sul.
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