Fenômeno pode ser o mais intenso desde 1950, segundo especialistas.

Os efeitos do fenômeno El Niño começaram a se manifestar no Brasil em julho e continuam ao longo de agosto. A Climatempo adverte que este fenômeno já pode ser classificado como de forte intensidade e sua gravidade deve aumentar nos próximos meses, com potenciais impactos que podem torná-lo o mais severo desde 1950.
A última atualização da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), divulgada na segunda-feira (10), confirma que todas as características que indicam a presença de El Niño estão sendo observadas. Um dos principais sinais deste fenômeno é o aumento da temperatura na parte central e leste do Oceano Pacífico Equatorial, em áreas próximas à costa do Peru e do Equador.
Para que um El Niño seja identificado, a temperatura média da superfície do mar na região mencionada deve estar pelo menos 0,5°C acima do padrão normal durante, no mínimo, cinco meses consecutivos. Atualmente, essa anomalia está em 1,8°C.
As previsões indicam que o ponto máximo de intensidade deste fenômeno poderá acontecer entre a primavera e o início do verão de 2026/2027. De acordo com a NOAA, há uma probabilidade de 81% de que o El Niño se classifique como muito forte, além disso, sua duração deve ser prolongada, afetando o clima do Brasil até o outono de 2027.
✨ O El Niño costuma afetar os padrões de chuva e temperatura no Brasil, resultando em excessos de precipitação no Sul e secas severas no Centro-Norte e Nordeste.
Essas alterações climáticas têm um impacto direto na produtividade agrícola, no calendário de plantio e nos preços dos alimentos, levantando preocupações significativas para o setor agrícola brasileiro.
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