Meteorologista Vitor Castilho destaca impactos do El Niño nas chuvas e temperaturas do país.

O mês de novembro será marcado por contrastes climáticos nas cinco regiões do Brasil, conforme relata Vitor Castilho, meteorologista da Tempo OK.
No Sul e Sudeste, a previsão indica chuvas acima da média, similar ao que foi observado em outubro. Em contrapartida, no Norte e Nordeste, as precipitações devem ficar abaixo do esperado.
Castilho enfatiza que o fenômeno El Niño terá forte influência nas temperaturas, elevando-as em várias regiões do país. "Novembro é um mês de transição, marcando o início da estação chuvosa no Brasil central", afirma o meteorologista.
✨ Apesar das altas temperaturas, não se espera formação de ondas de calor nos próximos 30 dias. O clima será caracterizado por picos e quedas de temperatura.
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) indica que o El Niño pode ser o mais intenso desde 1950, afetando a circulação atmosférica no Brasil. O padrão pode resultar em chuvas concentradas no Sul, enquanto o Norte e Nordeste podem enfrentar o aumento do calor.
No Sul, as previsões apontam para chuvas acima da média, especialmente no Paraná e no Rio Grande do Sul, com temperaturas entre 0,6°C e 1,5°C acima do usual.
O Sudeste terá um cenário de contrastes, com chuvas intensas em São Paulo e Rio de Janeiro, mas menores no norte de Minas Gerais e Espírito Santo.
Na região Centro-Oeste, a precipitação será irregular, com Mato Grosso do Sul concentrando os maiores volumes. Já o Norte enfrentará prejuízos por chuvas abaixo da média, especialmente no Amapá e no Pará.
No Nordeste, a atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) deve limitar a chuva, elevando as temperaturas, enquanto na costa poderão ocorrer chuvas isoladas devido ao Atlântico aquecido.
Essas condições climáticas terão impacto na agropecuária. No Sul, a instabilidade pode prejudicar lavouras de inverno, enquanto o Sudeste poderá ver crescimento em cana-de-açúcar e pastagens, mas o café em Minas Gerais pode enfrentar déficit hídrico.
No Centro-Oeste, a umidade deve melhorar as condições para as lavouras, mas a falta de chuvas no Norte poderá impactar a soja no Pará e Tocantins. Por outro lado, Rondônia apresenta boas perspectivas com chuvas acima da média.
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