Artista franco-senegalesa transforma isolamento em expressão musical rica em culturas.

Anaïs Sylla desembarcou no Brasil após uma viagem ao Senegal com seu avô, onde começou a trabalhar nas composições de seu novo álbum. Contudo, o mundo foi repentinamente afetado pela pandemia de Covid-19, resultando em confinamento e distanciamento social. Ao invés de um paradoxo, a artista transformou esse isolamento em um espaço de comunhão e travessia.
Com essa nova perspectiva, Anaïs decidiu mesclar na sua música elementos das culturas do Senegal, Mali, Caribe e Brasil, tecendo-as à sua biografia pessoal. O resultado é 'Exil', que significa 'exílio' em francês, um álbum que expressa sua autenticidade e potência musical, cantado em português e francês.
A artista, que é franco-senegalesa e vive no Brasil há uma década, consegue transitar naturalmente pelas fronteiras culturais. "É uma pesquisa atlântica, com esse contato com o Norte da África, minha herança musical", explica Anaïs em uma entrevista ao programa Sobre Tom, da CartaCapital.
✨ 'Exil' traz colaborações importantes, como com Jota.pê em 'Rêver', e uma releitura de Boubacar Traoré com Tiganá Santana, além de 'Minha Irmã', com Anelis Assumpção.
Anaïs celebra as conexões que fez no Brasil, ressaltando a acolhida que recebeu. "Fui muito bem acolhida", afirma. Ela lançou seu primeiro trabalho em 2018 com o produtor Tó Brandileone e teve experiências marcantes nos palcos, incluindo performances como backing vocal para o renomado João Donato, orgulho de sua carreira.
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