Análise de fósseis dentários indica consumo da substância há 25.000 anos.

Uma equipe internacional de arqueólogos fez uma descoberta significativa na ilha de Sulawesi, na Indonésia, ao encontrar evidências da utilização da noz de areca há 25.000 a 16.000 anos, tornando-se a prova mais antiga do uso habitual dessa substância psicoativa pela humanidade. Os pesquisadores analisaram fósseis dentários de caçadores-recoletores pré-agrícolas e identificaram marcas químicas que comprovam o consumo da noz para energizar e aliviar dores.
Até então, acreditava-se que o uso de plantas psicoativas, incluindo a noz de areca, estava ligado ao desenvolvimento das sociedades agrícolas no Neolítico ou à migração das populações Austronésias cerca de 4.000 anos atrás. Contudo, a nova pesquisa questiona essa linha do tempo, sugerindo que o uso de tais substâncias é muito mais antigo.
✨ A noz de areca é considerada a quarta substância psicoativa mais popular do mundo, atrás do álcool, cafeína e nicotina.
Os achados incluem dois esqueletos notáveis: Maros-LBB-1a, datado do Plistoceno Tardio, e CPL-R2a, da cultura Toaleana no Holoceno Médio. Ambos exibiam padrões de desgaste dentário que sugerem o uso prolongado de objetos duros, como as nozes de areca. Análises laboratoriais demonstraram que a mastigação dessas nozes libera substâncias ativas que podem provocar efeitos no corpo, sem os componentes de cal que caracterizam o uso moderno.
Esses resultados não apenas mudam a compreensão sobre a origem do consumo de drogas vegetais, mas também abrem novas questões sobre a relação entre os humanos e substâncias psicoativas muito antes da agricultura.
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Jornalista especializado em Cultura & Entretenimento

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