Yuval Abraham e Rachel Szor foram ovacionados e criticados por denúncia sobre Gaza.

O documentário israelense Naza, dirigido pelo jornalista Yuval Abraham e pela cinegrafista Rachel Szor, foi agraciado com o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cinema de Veneza, onde recebeu uma ovação de 25 minutos. O filme denuncia como Israel utiliza tecnologia secreta de Inteligência Artificial para realizar ataques a civis em Gaza.
Durante o discurso de aceitação, Abraham afirmou que, em apenas dez dias de festival, Israel havia causado a morte de pelo menos seis crianças no enclave e criticou a negação do filme por parte do governo israelense, mesmo sem que eles o tivessem assistido. "Acreditamos que a negação do crime é o que ajuda a perpetuá-lo", declarou.
✨ O filme revela depoimentos de 24 oficiais e fontes de inteligência israelense, focando na sistemática utilização do poder militar da nação contra civis.
A controvérsia em torno do documentário gerou reações negativas do governo israelense. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu acusou os diretores de incitar o ódio antissemita. O ministro da Cultura, Miki Zohar, chegou a sugerir a revogação da cidadania dos cineastas e a revelação de suas fontes, enquanto o comandante do exército ordenou avaliações de medidas legais contra eles.
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