Mapeamento digital de 300 mil km de vias antigas mostra como o Império Romano moldou o relevo para tráfego de veículos.

Um recente estudo revelou que o Império Romano construiu uma vasta rede viária de 299.171 quilômetros, cobrindo uma área de 5,27 milhões de quilômetros quadrados, abrangendo partes da Europa, Norte da África e Oriente Médio. Esta pesquisa, publicada na revista Nature Communications, mostra como os engenheiros romanos adaptaram o relevo das montanhas para facilitar o tráfego de veículos de tração animal.
Para assegurar a circulação eficiente de carroças, a maioria das estradas foi projetada com inclinações controladas, mantendo 90,57% das vias com elevações abaixo de 16%. Nos Alpes, por exemplo, a inclinação média das estradas era de apenas 2,68 graus, significativamente inferior ao registro em outras cadeias montanhosas da época.
✨ As intervenções diretas na geografia, como cortes em rochas e construção de mesas de contenção, foram cruciais para a construção de vias nos Alpes.
O estudo também comparou a sinuosidade das estradas romanas com as rodovias modernas, revelando que, embora as romanas tenham uma média global de 1,048 em curvas, as rodovias contemporâneas têm uma média de 1,024, sendo mais retas devido ao uso de tecnologias de modificação do solo.
Além disso, a pesquisa identificou uma correlação moderada (0,46) entre a localização das estradas romanas e a densidade das rodovias atuais, indicando que 61% das variações nas estradas modernas ainda se relacionam com a antiga infraestrutura romana.
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