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Cultura
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Luis Brandoni, ícone da cultura argentina, morre aos 86 anos

O ator será velado com honras na Assembleia Legislativa de Buenos Aires.

João Pereira20 de abril de 2026 às 12:30
Luis Brandoni, ícone da cultura argentina, morre aos 86 anos

O ator argentino Luis Brandoni, referência nas artes cênicas e cinematográficas, faleceu no domingo, dia 19, aos 86 anos. Seu corpo será velado com honras na Assembleia Legislativa de Buenos Aires nesta segunda-feira, dia 20.

Carlos Rottemberg, amigo e produtor de Brandoni, lamentou a perda em sua conta no X: 'Com 'Beto', se vai o último grande ator de uma geração inesquecível. Ele foi um verdadeiro impulsionador do teatro nacional'.

Brandoni estava hospitalizado desde o dia 11 de abril após um acidente doméstico que resultou em um hematoma na cabeça. No momento de sua morte, ele ainda atuava na peça "Quién es quién", ao lado da também renomada Soledad Silveyra.

"

Você é o último dos grandes a partir. Sempre com você na lembrança. Dia muito triste para a cultura

Soledad Silveyra

Luis Brandoni foi protagonista de maiores sucessos no cinema e no teatro, acumulando mais de 60 filmes em sua carreira.

No cinema, Brandoni participou de filmes marcantes como "La tregua" e "A Patagônia Rebelde" em 1974, além de "Esperando la carroza" (1985) e "A Odisseia dos Tontos" (2019), onde contracenou com o famoso Ricardo Darín.

No teatro, suas obras foram celebradas por múltiplas temporadas, como "Conversaciones con mamá" em 2012 e "Parque Lezama" entre 2013 e 2016. Sua última atuação nas telas foi na versão cinematográfica de uma dessas peças, lançada em fevereiro sob a direção de seu amigo Juan José Campanella.

Brandoni também fez sucesso na televisão, destacando-se na minissérie "O Faz Nada", onde trabalhou com Robert De Niro, que estreou na plataforma Disney+ em 2023.

Além de sua carreira artística, Brandoni teve um forte envolvimento político, sendo um militante ativo do partido União Cívica Radical (UCR). Ele foi perseguido durante a ditadura militar na Argentina e viveu um sequestro em 1976, junto de sua esposa, Marta Bianchi.

Após um período de exílio no México, Brandoni retornou à Argentina. Ele se destacou como deputado federal pelo UCR entre 1993 e 2001 e foi assessor cultural do ex-presidente Raúl Alfonsín.

Nos últimos anos, Brandoni expressou seu descontentamento com a política e afirmou não ter interesse em novos cargos eletivos. Ele foi um crítico notório da ex-presidente Cristina Kirchner e do atual presidente Javier Milei, a quem chamou de 'ignorante' por suas opiniões sobre Alfonsín.

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