Artistas se reúnem em evento para reafirmar as raízes progressistas do hip hop.

As eleições gerais de 2026 reacendem um debate sobre a existência de um 'rap de direita' e o papel do hip hop enquanto movimento antissistêmico. Em apoio à democracia e à reeleição de Lula (PT), diversas páginas nas redes sociais reivindicam a origem progressista do movimento.
O ato intitulado 'Rap Convoca' ocorreu na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte de São Paulo, no último domingo, reunindo importantes nomes da cultura como Emicida, Ajulliacosta e Rashid. Para Rincon Sapiência, rapper ativo desde os anos 2000, a mobilização é uma demonstração significativa da luta histórica do hip hop.
✨ GOG, um dos principais nomes do rap no Brasil, destaca que o hip hop nasceu em um contexto de resistência e que os rappers que se posicionam à direita não compreendem a essência do movimento.
Após o primeiro turno, a criação da página 'Rap Contra Direita' na rede X destacou a participação ativa de artistas, produtores e influenciadores na luta contra a desinformação e a opressão. Kauan Sabino, estudante e rapper, enfatiza a responsabilidade dos artistas em se posicionar politicamente.
Janvi, de Foz do Iguaçu, reforça a importância de lembrar as raízes do hip hop e como a nova geração pode se distanciar do manifesto original do gênero. A rapper Souto, do povo Kariú Kariri, também traz à tona a luta das mulheres indígenas, vinculando sua luta à luta contra o avanço do bolsonarismo.
Gabrelú e FBC complementam as falas, ressaltando que o rap deve ser um espaço de liberdade e libertação, oposto à repressão. FBC destaca a necessidade de retornar ao trabalho de base para fortalecer a consciência de classe dentro do movimento.
O evento e a mobilização demonstram não apenas uma luta eleitoral, mas uma reinvenção do papel do hip hop na sociedade, reafirmando suas raízes como um movimento de resistência e protesto.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Artistas como Emicida e Rashid se reúnem para protestar em frente ao Centro Cultural da Juventude.

Ação ocorreu após ameaças do presidente Donald Trump sobre mudanças no local

Oportunidades de descanso para trabalhadores brasileiros em 2026

Conselho Estadual do Patrimônio Cultural aprova também tombamento da Casa de Dona Beja.