Artistas como Emicida e Rashid se reúnem para protestar em frente ao Centro Cultural da Juventude.

Neste domingo, 18, a partir das 15h, acontecerá um ato musical em frente ao Centro Cultural da Juventude, na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte de São Paulo. Artistas como Emicida, Ajulliancosta e Rashid se reunirão para protestar contra o retrocesso social e reafirmar o papel do rap como ferramenta de contestação.
Desde sua origem nos anos 1970, o rap nos Estados Unidos incorporou valores de combate à exclusão e, embora tenha evoluído ao longo das décadas, continua alinhado a pautas de transformação social. O gênero reflete experiências provenientes de um contexto periférico e muitas vezes hostil, em forte contraste com ideais conservadores.
✨ Apesar da despolitização observada em algumas correntes contemporâneas, artistas da nova geração, como BK e Tasha, mantém uma crítica social relevante em suas letras.
Nos anos 1990, pioneiros como Thaíde e Racionais MCs abordavam deveras as desigualdades sociais. Contudo, com o tempo, as composições se transformaram, e muitos novos artistas enfatizam temas como autoamor e autocuidado. O surgimento do trap, um subgênero do rap, trouxe uma mudança mais profunda, refletindo globalmente uma despolitização que também se associa ao aumento da extrema-direita.
Ainda assim, o rap mantém sua força nas periferias, lutando por reconhecimento social e continuidade de sua essência. Mesmo com a adaptação às demandas do mercado, as mensagens continuam a combater a discriminação e a ecoar a luta pela sobrevivência e inclusão.
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