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economia
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Ajuste fiscal se mantém sem sobrecarregar os mais pobres

Governo Lula busca equilíbrio fiscal com foco nas camadas mais vulneráveis

Carlos Silva16 de maio de 2026 às 04:30
Ajuste fiscal se mantém sem sobrecarregar os mais pobres

A equipe econômica do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirma a eficácia do ajuste fiscal implementado ao longo do atual mandato, destacando a importância de não onerar a população de baixa renda. Para 2027, o governo pretende manter essa estratégia, caso Lula seja reeleito.

Internamente, as fontes afirmam que a prioridade é continuar a política de ajuste que não comprometa os mais vulneráveis. Medidas rigorosas, como a desindexação de ajuda social do salário mínimo, estão descartadas neste cenário.

O ajuste fiscal contínuo é necessário para alcançar a estabilização da dívida pública.

Os especialistas do governo reconhecem que, para cumprir objetivos fiscais, novos cortes de despesas são fundamentais. Propostas de revisão nos benefícios sociais são discutidas, visando direcionar o auxílio a quem realmente necessita, especialmente diante das fraudes identificadas no Bolsa Família e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), consideradas problemáticas para o equilíbrio das contas.

Segundo a administração, medidas de contenção de despesas implementadas a partir de 2025, como a limitação do crescimento do salário mínimo a 2,5% ao ano, podem liberar R$ 80 bilhões no orçamento sem comprometer a meta de proteção aos mais pobres.

O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2027, o último sob a gestão atual, propõe um superávit fiscal de 0,5% do PIB. Entretanto, especialistas alertam que isso não será suficiente para estabilizar a dívida, que deve atingir 87,8% do PIB em 2029, elevando preocupações econômicas.

Ainda que o governo estime que o superávit para 2027 seja positivo, a taxa de juros elevada torna a rolagem da dívida insustentável, colocando em risco a saúde financeira do país. Especialistas argumentam que cortes severos nas despesas poderiam desacelerar a economia e, consequentemente, reduzir as receitas fiscais, criando um ciclo vicioso.

A estratégia é manter o arcabouço fiscal atual, que possibilita um crescimento moderado nos gastos públicos, com um foco na redução gradual do superávit primário. Também há uma expectativa de que a redução nos juros seja crucial para que a estabilização da dívida não seja apenas uma meta, mas uma realidade.

No entanto, economistas pressionam o futuro governo eleito em 2026 a realizar ajustes mais profundos. Nos mercados financeiros, as preocupações sobre a crescente dívida e o aperto no espaço para gastos discricionários se intensificam, uma vez que as despesas obrigatórias já ocupam 92% do orçamento total.

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