Arrecadação tributária bate recorde após aumento de impostos
O governo espera arrecadar 23,6% do PIB em 2026, igualando recorde de 2010

Após implementar uma série de aumentos de impostos, a equipe econômica do governo federal prevê que a arrecadação total de tributos, incluindo contribuições e royalties do petróleo, atinja um novo recorde em 2026.
A expectativa é que a arrecadação represente 23,6% do Produto Interno Bruto (PIB), igualando a marca anterior registrada em 2010. Essa métrica é considerada pelos especialistas como uma forma mais precisa para comparações históricas do que os números absolutos.
✨ Ministro Dario Durigan destaca a justiça tributária na recomposição fiscal.
Recomposição Fiscal em Nível Federal
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, explicou que o governo liderado por Luiz Inácio Lula da Silva está comprometido com uma "recomposição fiscal", priorizando a justiça tributária. Segundo Durigan, a estratégia visa taxar aqueles que têm maior capacidade econômica, possibilitando uma"ampla desoneração" para quem recebe salário.
Ele destacou que cerca de dez milhões de cidadãos se beneficiaram com isenções do imposto de renda e que aqueles que ganham até pouco mais de R$ 7 mil também estão sendo ajudados com reduções tributárias importantes.
Histórico de Aumentos Fiscais
Nos últimos anos, diversas medidas aumentaram a carga tributária, incluindo tributação mais alta sobre fundos exclusivos de alta renda, alterações na tributação de incentivos concedidos por estados e um aumento contínuo em impostos sobre combustíveis. Além disso, o governo reonerou a folha de pagamentos e implementou novas taxas em atividades como as apostas online.
As mudanças foram acompanhadas pela eliminação de benefícios antigos que não traziam resultados satisfatórios e corte em incentivos fiscais sem impacto econômico significativo.
Planos Futuros de Arrecadação
No projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, apresentado ao Congresso Nacional, a equipe econômica reafirmou seu compromisso em continuar as medidas para "recuperar a base arrecadatória", buscando assegurar uma recomposição gradual do superávit e estabilizar a dívida a médio prazo.
O objetivo maior é controlar o endividamento público em relação ao PIB por meio de ações que eliminam benefícios fiscais que não geram os impactos esperados na economia, além de buscar uma tributação mais progressiva, onde os mais ricos pagam mais.
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