Transferência de 86 toneladas visa reforçar a segurança financeira.

O Banco Central da Holanda (DNB) informou que, ao longo dos últimos seis meses, transferiu cerca de 86 toneladas de reservas de ouro de suas localizações na América do Norte para Londres. Essa decisão tem como objetivo garantir uma melhor preparação para crises financeiras futuras.
A quantidade transferida representa aproximadamente 27,5% do total de reservas que o DNB mantinha anteriormente em Nova York e Ottawa. Com isso, a maior parte das reservas holandesas está agora sob a custódia do Banco da Inglaterra.
✨ O DNB destaca que o ouro armazenado em Londres é o mais facilmente negociável do mundo, tornando-se mais acessível em situações de emergência.
A operação não impactou a quantidade total de ouro da Holanda, que permanece em 612,4 toneladas. Entretanto, a distribuição das reservas mudou: anteriormente, cerca de 31% estavam em Nova York, agora esse número caiu para 18,5%, enquanto a participação em Londres aumentou significativamente.
Com a transferência, o DNB busca não apenas agilidade na mobilização de suas reservas, mas também uma diversificação das mesmas entre diferentes regiões. 'Uma distribuição mais equilibrada entre América do Norte, Reino Unido e Países Baixos contribui para a mitigação de riscos', destacou Olaf Sleijpen, presidente do DNB.
Recentemente, o Banco da França também modernizou suas reservas, transferindo 5% de suas barras de ouro de Nova York para Paris, buscando atender a padrões internacionais de mercado.
A transferência holandesa envolveu a venda de 59 toneladas de ouro em Nova York, além do transporte físico de 27 toneladas desde a América do Norte para os Países Baixos.
Por último, essa movimentação foi realizada sem a necessidade de fundir ou refabricar barras, facilitando o processo logístico.
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Jornalista especializado em Economia

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