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economia
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Brasil adota medidas contra tarifas dos EUA e reforça apoio às empresas

Governo lança plano para mitigar impacto de tarifas de 25% sobre exportações

Gabriel Rodrigues22 de julho de 2026 às 17:00
Brasil adota medidas contra tarifas dos EUA e reforça apoio às empresas

O Brasil implementou um plano estratégico para lidar com a nova tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos selecionados. Essa medida, que entrou em vigor nesta quarta-feira, visa proteger cerca de 2.400 empresas brasileiras, correspondendo a aproximadamente 18% das exportações nacionais para o mercado americano.

Com um total de US$ 7,4 bilhões em transações em 2024, setores como madeira, máquinas elétricas e calçados estão entre os mais impactados. Em resposta, o governo anunciou o Plano Brasil Soberano, que vai oferecer suporte financeiro, incluindo linhas de crédito e benefícios tributários.

Medidas de apoio ao comércio exterior

Uma das principais ações inclui a liberação de até R$ 30 bilhões do Fundo de Garantia à Exportação, com R$ 15 bilhões já disponíveis. O presidente Lula também anunciou novos aportes, totalizando R$ 18,5 bilhões para apoiar as empresas afetadas.

A demanda por financiamentos já ultrapassa R$ 18 bilhões, enquanto o BNDES aprovou R$ 8,3 bilhões em operações.

Além do apoio financeiro, o governo também ofereceu o Seguro de Crédito à Exportação, que proporciona uma rede de segurança para empréstimos, cobrindo eventuais calotes de compradores estrangeiros e outras dificuldades que possam surgir.

Incentivos existentes e futuras adoções

O Programa de Financiamento às Exportações (Proex) e o regime de drawback foram reforçados para ajudar na competitividade das empresas brasileiras. Enquanto o Proex oferece financiamento, o drawback reduz os encargos tributários sobre matérias-primas destinadas à exportação.

Juntamente com essas iniciativas, a nova Lei de Reciprocidade Econômica permitirá que o Brasil responda com ações equivalentes diante de restrições injustas impostas por outros países.

"

Essa abordagem não é uma retaliação, mas uma ferramenta para proteger nossos interesses comerciais – Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento.

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