Dados foram apresentados durante painel da Datagro no GAFFFF 2026 em São Paulo.

O Brasil já soma R$ 289 bilhões em investimentos cadastrados em projetos relacionados a biocombustíveis e transição energética, conforme anunciado em um painel promovido pela consultoria Datagro durante o GAFFFF 2026, realizado em São Paulo nesta sexta-feira.
Durante o evento, o deputado federal e presidente da Comissão de Transição Energética e Hidrogênio Verde, Arnaldo Jardim, destacou que este movimento ocorre em um cenário de crescente demanda global por energia e novas oportunidades para combustíveis com menor intensidade de carbono.
✨ Os biocombustíveis não são mais apenas uma alternativa aos combustíveis fósseis; representam uma cadeia industrial ampla e uma oportunidade de integração entre as produções de alimentos e energia.
Segundo Jardim, cerca de 23% do milho produzido no Brasil está destinado à produção de biocombustíveis, evidenciando seu impacto na economia. Ele ressaltou que o etanol de milho tem mostrado um avanço significativo, com aplicações que vão além do setor automotivo, englobando, por exemplo, o transporte marítimo.
Mário Campos, presidente executivo da SIAMIG/Bioenergia Brasil, acrescentou que o desenvolvimento das políticas públicas, como o RenovaBio, ajudou a contar a carbono e expandir o uso de biocombustíveis, incluindo as possibilidades para combustíveis sustentáveis de aviação.
Além disso, Campos mencionou que o biometano começa a ser utilizado na cadeia sucroenergética, como em transportes de açúcar e na movimentação de cana. Ele trouxe à tona também que a produção de etanol de milho no Brasil já corresponde a 30% do total, uma ascensão notável diante do cenário de cerca de uma década atrás.
O presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), Roberto Ardenghy, destacou que a transição energética deve ser vista como uma evolução e não como uma mera substituição das fontes de energia, com o Brasil em posição central neste processo.
Plínio Nastari, presidente da Datagro, finalizou a discussão mencionando que o Brasil desenvolveu mecanismos ao longo dos anos para medir a intensidade de carbono dos combustíveis, um atributo fundamental na sua estratégia de mercado.
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Jornalista especializado em Economia

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