NRP Agro eleva estimativa da safra de arábica, indicando recuperação em relação ao ano anterior.

O café está enfrentando uma tendência de queda na bolsa de Nova York, impulsionada pela expectativa de uma maior oferta do Brasil após o término da colheita. Nesta quinta-feira, os contratos do café arábica para dezembro caíram 1,34%, sendo negociados a US$ 2,8815 por libra-peso.
A NRP Agro aumentou sua previsão para a safra de café arábica no Brasil, passando de 44,2 milhões de sacas para 45,4 milhões para o ciclo 2026/27. Esse número demonstra uma recuperação em comparação ao ano anterior, quando a produção foi de 37,5 milhões de sacas.
Segundo Vicente Zotti, diretor da NRP Agro, o crescimento nas estimativas decorre de uma produtividade surpreendente em regiões cafeeiras significativas, como Alta Mogiana e Cerrado Mineiro. Ele destacou: “A queda de NY é parte sim desse sentimento de concretização de uma oferta grande, com isso, especuladores desmontam posições compradas e outros, entram com vendas, dando liquidez.”
✨ O aumento das perspectivas de safra de café está impactando as negociações na bolsa de Nova York e segurando o preço para baixo.
O suco de laranja também apresentou desvalorização, com os contratos do produto concentrado e congelado (FCOJ) para novembro caindo 1,78%, a US$ 1,4375 por libra-peso. A Fundecitrus informou que a produção brasileira de laranja deverá ser de 263,15 milhões de caixas de 40,8 kg, um aumento de 3,1% em relação à estimativa anterior.
Os preços do açúcar se mantiveram firmes, com alta de 1,86% nos contratos com entrega para março, alcançando 19,75 centavos de dólar a libra-peso. A expectativa de déficit na produção global somada à valorização do petróleo, cujo preço ultrapassou os US$ 100, tem gerado impacto nos preços.
Além disso, o algodão teve uma valorização de 1,08%, fechado a 88,22 centavos de dólar a libra-peso, enquanto o cacau registrou leve alta de 0,18%, com os lotes para dezembro cotados a US$ 5.962 a tonelada.
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Jornalista especializado em Economia

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