Voltar
economia
2 min de leitura

Cenoura sofre alta de 28,08% e impacta preços de alimentos

Inflação de hortaliças afeta bolso do consumidor brasileiro

João Pereira11 de abril de 2026 às 07:50
Cenoura sofre alta de 28,08% e impacta preços de alimentos

Os consumidores que usam cenoura nas suas refeições foram surpreendidos por um aumento significativo no preço deste item, que subiu 28,08% entre fevereiro e março de 2026. Este acréscimo é parte de uma tendência inflacionária mais ampla que impacta a despesa com alimentos.

Os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (10), revelam que o grupo 'Alimentação e Bebidas' também registrou uma alta de 1,56%, após um aumento de 0,26% no mês anterior. Isso resultou em um impacto acumulado de 0,88% na inflação geral.

A queda na oferta de cenouras devido a eventos climáticos extremos elevou seus preços.

A alta dos preços de cenouras está ligada a problemas nas lavouras, onde chuvas excessivas comprometeram a qualidade da produção. De acordo com a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), o preço da cenoura atingiu R$ 4,19 o quilo no Entreposto Terminal São Paulo (ETSP), refletindo uma variação de +32,9% em 12 meses.

Entenda a 'mela'

A 'mela' é uma doença post-colheita das cenouras, resultante de bactérias que provocam apodrecimento devido a condições climáticas adversas. Isso diminui a quantidade de cenouras comercializáveis e aumenta os preços.

Além da cenoura, outros itens também tiveram aumento de preço durante o mesmo período. A abobrinha subiu 23,56%, o tomate 20,31%, e a cebola 17,25%, entre outros.

  • 1Abobrinha: 23,56%
  • 2Tomate: 20,31%
  • 3Cebola: 17,25%
  • 4Feijão-carioca: 15,40%
  • 5Batata-doce: 13,41%
  • 6Batata-inglesa: 12,17%

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia