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economia
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IEA sugere reservas estratégicas de minerais para evitar crises industriais

Proposta busca proteger setores chave como tecnologia e defesa

Gabriel Rodrigues17 de julho de 2026 às 14:25
IEA sugere reservas estratégicas de minerais para evitar crises industriais

A Agência Internacional de Energia (IEA) propõe que os governos estabeleçam ou ampliem reservas de minerais críticos. Esta medida visa prevenir interrupções nos setores automotivo, tecnológico, energético e de defesa devido a cortes no fornecimento.

De acordo com cálculos da IEA, manter estoques de 11 grupos de materiais considerados de alto risco exigiria um investimento líquido inferior a US$ 900 milhões por ano para países que não são o principal fornecedor global, sendo que a China domina a oferta da maioria dos materiais analisados.

Os estoques sugeridos devem equivaler a um ano das importações recebidas do maior fornecedor de cada material.

O relatório, intitulado Global Critical Minerals Outlook 2026, destaca que 'estoques estratégicos de minerais críticos, mantidos especificamente para situações de emergência, podem ter um papel vital na manutenção do fornecimento em caso de interrupções significativas'.

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O custo anual considera despesas com financiamento, armazenamento e logística, além de perdas potenciais e descontos necessários para vendas, mas não inclui o custo inicial de aquisição dos minerais.

A lista de minerais críticos abrange materiais como grafite, lítio, cobalto e terras raras, classificados conforme a concentração da oferta e a importância para indústrias essenciais.

Contexto

A experiência da IEA com reservas de petróleo serve como referência para a proposta, ressaltando a importância do armazenamento para evitar interrupções na economia.

Países como os Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul já mantêm estoques estratégicos. Na América, o National Defense Stockpile foi criado para garantir materiais essenciais em tempos de crise.

O governo dos EUA mobilizou mais de US$ 7 bilhões em 2025 para formar e manter essas reservas, enquanto Japão e Coreia do Sul empregam modelos semelhantes.

A IEA enfatiza que a criação de reservas estratégicas pode ser um baluarte importante para a proteção industrial, mas não substitui a necessidade de diversificação na produção.

A IEA sugere que os países não armazenem apenas mineradoras brutas, mas produtos que possam ser utilizados rapidamente pela indústria nacional para garantir eficiência em momentos críticos.

Por fim, o relatório sugere que a coordenação entre nações para criar reservas e monitorar o mercado é crucial para evitar crises futuras.

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