Mercado espera queda dos juros, mesmo com a alta do dólar e pressões inflacionárias.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira, 4, para a penúltima sessão do ano, com a decisão a ser divulgada no início da noite. Analistas do mercado financeiro esperam a sexta redução consecutiva na taxa de juros, mesmo diante da recente alta do dólar.
Atualmente com a Selic em 13,75% ao ano, há previsões de que ela caia para 13,5%, conforme apontado pelo boletim Focus, uma pesquisa semanal realizada pelo Banco Central com instituições financeiras. Entre junho de 2025 e março deste ano, a taxa alcançou 15%, o maior patamar em quase 20 anos.
Para a reunião do próximo mês, as expectativas inicialmente indicavam um novo corte, entretanto, agora as projeções apontam para a manutenção da taxa em 13,5%. O colegiado se encontra em uma situação desfalcada, uma vez que os mandatos dos ex-diretores, Renato Gomes e Diego Guillen, expiraram no final de 2025, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não nomeou os substitutos.
✨ Na ata da reunião de setembro, o Copom destacou a necessidade de cautela na gestão da política monetária, levando em consideração o aumento da demanda que exerce pressão sobre a inflação.
Embora o documento tenha sido divulgado antes dos efeitos da reeleição de Lula no mercado financeiro, o cenário mostra uma instabilidade no câmbio, além de pressões inflacionárias que incluem os preços do petróleo e o aumento dos gastos públicos.
A previsão é que o fenômeno El Niño também impacte os preços dos alimentos nos próximos meses. Em outubro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) apresentou uma queda, reduzindo-se para 0,32%, após um aumento em setembro. No entanto, a inflação acumulada em 12 meses subiu de 4,5% para 4,62%, ultrapassando o teto da meta.
As estimativas do Focus para o IPCA de 2026 aumentaram de 5,19% para 5,22%, ficando acima do limite estipulado. A meta contínua de inflação é de 3%, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual, elevando o limite superior para 4,5%. O Banco Central mantém sua previsão de 5,2% para o IPCA deste ano, mas essa estimativa pode ser ajustada se a subida do dólar persistir. O novo relatório será divulgado no final de dezembro.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Enquanto o Brasil deve reduzir a Selic, EUA sinalizam alta nas taxas básicas.

Expectativa é de corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros.

Mercado espera dados do PCE e novas sinalizações do Federal Reserve

Dados do IPCA indicam dificuldades para redução dos juros e crescimento econômico.