Dólar cai para R$ 5,02 em meio a sinais de acordo entre EUA e Irã
Mercado é impactado por movimentações internacionais e feriado nos EUA

Nesta segunda-feira (25), o dólar à vista encerrou o dia com uma queda de 0,18%, sendo negociado a R$ 5,0190. Essa variação ocorre em um contexto de menor liquidez devido ao feriado do Memorial Day nos Estados Unidos.
Os valores da moeda norte-americana oscilaram entre R$ 4,9943 e R$ 5,0210, mantendo-se acima da marca de R$ 5,00 por cinco pregões consecutivos. A evolução das divisas emergentes, incluindo o real, foi influenciada por uma diminuição da aversão ao risco no mercado global, propiciada por indícios de avanços nas negociações entre EUA e Irã.
✨ A expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irã aumentou a confiança no mercado, favorecendo moedas emergentes.
O presidente dos EUA, Donald Trump, informou durante a manhã que as conversações com Teerã estão progredindo, o que também provocou reações no mercado financeiro em relação à possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz. Esse alívio nas tensões geopolíticas teve impacto nos preços do petróleo, com o contrato do Brent para agosto recuando 6,78%, fechando a US$ 93,42 por barril.
A queda do petróleo e o ajuste de posições no mercado contribuíram para desacelerar a queda do dólar no contexto interno. Em contrapartida, a moeda americana acumulou uma alta de 1,34% em maio, após uma retração de 4,36% em abril. No total de 2026, o dólar já apresenta uma perda de 8,56% frente ao real.
"Um dólar acima de R$ 5,00 ajuda a manter a competitividade das exportações, mas pressiona os custos de insumos importados
Cristiane Quartaroli destacou que o apetite ao risco aumentou com as notícias sobre um possível acordo entre os dois países. Além disso, Felipe Tavares, da BGC Liquidez, sugeriu uma previsão de câmbio de R$ 5,03 ao fim do ano, enquanto cenários mais otimistas e pessimistas variam entre R$ 4,84 e R$ 5,24, respectivamente.
Contexto do Câmbio
A dinâmica do dólar deve continuar sujeita a variações causadas por fatores geopolíticos, comportamento do petróleo e elementos domésticos como o cenário fiscal e as próximas eleições.
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