Dólar em queda ante o real com pressão inflacionária aliviada
Expectativas de corte na Selic e inflação em queda impactam mercados

O dólar recua em relação ao real na manhã desta segunda-feira (3), em um cenário favorável que inclui a diminuição da aversão ao risco global e a queda da moeda americana no exterior. Este movimento é acompanhado por uma melhora nas expectativas locais para a inflação e uma expectativa crescente de que o Comitê de Política Monetária (Copom) promoverá um corte de 0,25 ponto porcentual na Selic durante a reunião desta semana.
A pressão sobre a moeda também se deve a fatores internacionais, como o recente fortalecimento da possibilidade de retomar negociações entre os Estados Unidos e o Irã, acompanhada pela significativa queda nos preços do petróleo. Essa combinação de eventos beneficia as moedas dos mercados emergentes. Além disso, os rendimentos dos títulos do governo americano, os Treasuries, estão em queda, enquanto o índice DXY, que mede o valor do dólar, também está em baixa.
✨ Contratos futuros do petróleo apresentaram perdas de cerca de 6%, resultado do aumento da produção decidido pela Opep+.
Internamente, a divulgação do Boletim Focus reforçou o otimismo, mostrando uma redução na mediana das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026, que caiu de 5,12% para 5,03%. Também foi anotada uma previsão de diminuição da taxa de juros ao fim do ano, passando de 14,00% para 13,75%.
Dados recentes indicaram que o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), da Fundação Getulio Vargas, registrou uma redução de 0,08% em julho, alinhando-se à parte inferior das projeções do mercado e sugerindo uma desaceleração da inflação no curto prazo.
O mercado continua a acompanhar de perto o relatório de empregos americano (payroll) que será divulgado nesta semana, juntamente com a importante decisão do Copom e suas comunicações. Na última sexta-feira, o dólar à vista fechou em alta de 0,18%, cotado a R$ 5,0704. No início da manhã de hoje, a moeda caiu para R$ 5,0535, uma redução de 0,33%, enquanto o contrato para setembro recuou para R$ 5,087, atingindo os menores níveis do dia.
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