Moeda encerrou a última sessão cotada a R$ 5,14; mercado avalia cortes da Selic no Brasil, alta de juros nos EUA e leilões do Banco Central para dar liquidez.

✨ O dólar comercial encerrou a sessão de 18/09/2026 cotado a R$ 5,1427, alta de 0,27% em relação ao fechamento anterior.
A referência usada pelo mercado interbancário apontou fechamento a R$ 5,1427, com variação diária entre R$ 5,1317 (mínima) e R$ 5,1640 (máxima). A abertura da sessão foi em R$ 5,1283; o dado corresponde ao último pregão útil (18/09/2026).
O movimento combine fatores domésticos e externos: internamente, o Copom reduziu a Selic para 13,75% ao ano na reunião de 16/09/2026, em linha com o ciclo de cortes esperado pelo mercado; em paralelo, o Banco Central anunciou operações de liquidez — incluindo leilões de linha — para acomodar demanda por dólares e evitar disrupções nos prazos curtos. Esses elementos ajudam a explicar a relativa estabilidade do câmbio apesar de ruídos eleitorais e fiscais.
No exterior, a interação com a política monetária norte-americana segue sendo crucial: a semana marcou alta de juros pelo Federal Reserve, reforçando um ambiente de juros mais altos nos EUA que tende a sustentar a demanda por dólar globalmente e a pressionar moedas emergentes. Esse choque de juros (Fed em alta x Copom em redução) é um dos principais vetores de volatilidade recente.
O dólar comercial é a referência do mercado interbancário usada em importações, exportações e operações entre instituições. O dólar turismo é o preço praticado no balcão para pessoa física (espécie, cartão pré‑pago e compras no exterior) e costuma ser mais alto por conta de spread e IOF. Hoje o dólar turismo de balcão estava em patamar superior a R$ 5,18, enquanto a referência comercial fechou em R$ 5,1427.
Para quem viaja, compra eletrônico importado ou parcela dívidas em dólar, a diferença entre turismo e comercial é relevante — pequenas oscilações intradiárias não alteram preços imediatamente, mas um dólar sustentadamente mais caro encarece importados e pode pressionar a inflação. Empresas exportadoras tendem a se beneficiar de um dólar mais alto, ao passo que importadores veem custo de insumos subir.
✨ Resumo: o dólar comercial fechou em R$ 5,1427 no último pregão (18/09/2026). A combinação entre corte da Selic no Brasil, alta dos juros nos EUA e intervenções de liquidez do BC mantém o câmbio em nível sensível a novos choques, por isso o mercado seguirá atento a leilões, dados econômicos e desdobramentos políticos.
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Jornalista especializado em Economia




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