No último fechamento, a moeda americana registrou alta após relatório de empregos dos EUA reforçar apostas em política monetária mais rígida no exterior.

No último fechamento disponível, na sexta-feira, 4 de setembro de 2026, o dólar comercial encerrou a sessão cotado a R$ 5,1296 na venda, alta de 0,50% ante o fechamento anterior.
✨ Dólar comercial (fechamento 04/09/2026): R$ 5,1296 (+0,50%).
O movimento de alta na sexta-feira foi impulsionado por dados do emprego nos Estados Unidos que vieram acima do esperado — a criação de vagas em agosto mostrou um ritmo mais forte, reforçando apostas de manutenção ou aumento da rigidez da política monetária pelo Federal Reserve. O relatório elevou os rendimentos dos Treasuries, pressionando moedas de maior risco e contribuindo para o ajuste do dólar frente ao real.
A referência PTAX do Banco Central para o pregão de 4 de setembro registrou média de venda próxima de R$ 5,1253, usada em contratos e registros oficiais; a PTAX costuma apresentar leve diferença em relação à cotação spot divulgada pelas mesas durante o dia.
No Brasil, além do impacto externo, fatores locais também pesaram na avaliação dos investidores, com atenção ao cenário político e a notícias sobre contas públicas, que costumam influenciar fluxo e volatilidade no câmbio. A combinação entre sinais externos (rendimentos e dados dos EUA) e o ambiente doméstico determinou a direção do mercado na sexta-feira.
O dólar comercial é a referência usada por empresas e no mercado interbancário. Já o dólar turismo, cobrado por casas de câmbio e bancos para pessoas físicas (compra de moeda em espécie, cartões de viagem), costuma ser mais caro por incluir spread, impostos e custo de negociação.
Para quem planeja viagens ou compras em moeda estrangeira, é importante lembrar que a cotação turismo costuma vir com prêmio em relação ao comercial — em geral, esse adicional varia conforme fornecedor e momento do mercado. Consultores de câmbio e sites de comparação mostram diferenças perceptíveis entre as cotações ao público e a referência comercial.
✨ A continuidade do movimento dependerá dos próximos dados econômicos e do comportamento dos juros nos EUA e no Brasil — volatilidade pode seguir alta enquanto o mercado digere informações domésticas e externas.
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Jornalista especializado em Economia

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