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Entidades criticam redução tímida da Selic e impactos na economia

Setores produtivos demandam cortes mais significativos para estimular economia

Camila Souza Ramos30 de abril de 2026 às 17:45
Entidades criticam redução tímida da Selic e impactos na economia

A recente redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), foi considerada inadequada por diversas entidades do setor produtivo e representantes sindicais. Eles destacam que essa decisão não é suficiente para mitigar os efeitos negativos sobre investimentos, consumo e a renda da população.

A Selic, agora fixada em 14,50% ao ano, ainda é vista como elevada, refletindo em custos de crédito altos e restringindo o potencial de crescimento econômico.

Indústria e Comércio

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou o corte como tímido, salientando que a persistência de juros elevados impacta negativamente a competitividade e os investimentos no setor. Ricardo Alban, presidente da CNI, afirmou que "o custo do capital permanecerá em níveis proibitivos, dificultando projetos que poderiam aumentar a competitividade da indústria". Além disso, a entidade sublinhou o agravamento das finanças de empresas e famílias.

Entre as preocupações destacadas está o recorde do endividamento, que afeta diretamente a saúde financeira da economia como um todo.

Do lado do comércio, a Associação Paulista de Supermercados (APAS) também aponta que uma redução mais agressiva da taxa poderia ter sido possível. Felipe Queiroz, economista-chefe da APAS, mencionou que a Selic alta enfraquece a atividade econômica e contribui para um aumento no número de empresas que enfrentam dificuldades financeiras, incluindo recuperação judicial.

Altos juros estimulam capital especulativo em prejuízo ao setor produtivo.

Críticas das centrais sindicais

As centrais sindicais também se manifestaram contra a medida. Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Central Única dos Trabalhadores (Contraf-CUT), enfatizou que a redução de 0,25% é insuficiente. Ela ressaltou que os altos níveis de endividamento precisam ser abordados com maior urgência pelo Banco Central.

A Força Sindical reforçou a visão de que a atual política monetária tem consequências diretas sobre o crescimento econômico do país, restringindo investimentos e comprometendo a geração de empregos.

Setores convergem em suas demandas por cortes mais efetivos da Selic.

Embora cada entidade represente uma área distinta, há um consenso sobre a necessidade de uma redução mais acelerada da taxa Selic, visto que os altos juros ainda impõem barreiras significativas ao crescimento econômico e ao consumo no Brasil.

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